10.6.10

"(...)Não sei se é uma grande descoberta, talvez não, mas de qualquer forma gosto quando a cabeça pára o maior tempo possível, caso contrário enche-se de temores, suspeitas, desejos, memórias e todas essas inutilidades que as cabeças guardam para deixar vir à tona quando as mãos estão desocupadas. Ocupo-as então, fazendo coisas que depois disponho pelos cantos.
Trata-se de uma decepção diferente: não penso obsessivamente, não tenho vontade nenhuma de ligar nem de escrever cartas, não tenho ódio nem vontade de chorar. em compensação também não tenho vontade de mais nada. uma grande, uma enorme, uma devastadora falta de saco pra qualquer pessoa. até rolaram umas possíveis galinhagens, mas não tô mais aqui pra isso, depois, ai haja forças para fazer caras e bocas, dizer coisas, arquitetar encontros, telefonemas."

...Tudo que passou até aqui pra mim parece brincadeira...

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